Darcepel – ‘Velho Chico’ injeta sustentabilidade no melodrama, com eficácia

Mais que um merchandising social, Velho Chico, a novela das 9 da Globo, tem desfilado um merchandising ambiental como nunca antes se viu em telenovela. E vem mais por aí. O resultado de toda uma reflexão trazida por Miguel (Gabriel Leone) ganha força de resultados nos próximos capítulos, com um projeto de agrofloresta que visa à recuperação de um solo desgastado pela ganância dos Saruês, como dizem na trama de Benedito Ruy Barbosa, Bruno Luperi e Edmara Barbosa – que deixou o roteiro, mas participou dessa concepção – e direção de Luiz Fernando Carvalho. Não é obra simples permear um enredo de ficção pincelando dicas sobre o dano dos pesticidas, o valor dos orgânicos, da agricultura familiar. A tal sintropia engloba técnicas de recuperação do solo com métodos de plantio capazes de produzir a regeneração de florestas, com uso de recursos naturais e sem uso de fertilizantes ou devastação da mata. Parece conversa de Globo Rural, mas vale muito mais: o recado captura uma audiência quatro vezes maior e vem embalado em meio aos conflitos do melodrama gerido pelo amor impossível de Santo (Domingos Montagner) e Tereza (Camila Pitanga), dos quais faz parte o apaixonado combate à oligarquia e à ganância do coronelismo representado pelo Saruê (Antônio Fagundes), com envolvimento só dos personagens que estão do lado bom da força do enredo. Leone participou de workshop sobre o assunto e passou três dias imerso na fazenda do suíço Ernest Gotsch, que resgatou uma área relevante na Bahia, ao longo de 30 anos. “O ponto-chave da sintropia é a questão do homem rever sua relação com a natureza, de a...

Darcepel – Embalagens indicam recuperação da economia

Termômetro do grau de fervura da crise na economia real, aquela que produz, consome e paga impostos, ficando sujeita aos tombos provocados pelas canetadas dadas nos gabinetes de Brasília, a indústria de embalagens começa a ver um feixe de luz da tão esperada recuperação das fábricas. O ritmo de operação do setor acaba de marcar o zero a zero frente ao ano passado em alguns segmentos, como o de caixas de papel ondulado, ou ainda se debate no campo vermelho dos números, mas com quedas menores desde maio, como o de vidro e material plástico. Com certo alívio, os fabricantes passaram a trabalhar num cenário de reação das encomendas dos clientes neste mês e em agosto, sobretudo das indústrias de bens de consumo (de alimentos a eletroeletrônicos). Se mais papel, papelão, material plástico e vidro forem demandados neste segundo semestre, significa que as engrenagens da indústria já podem ter passado pelo fundo do poço. Período tradicionalmente mais aquecido para a produção industrial em razão das encomendas do Natal, os próximos meses contribuem por si só para a virada de expectativas dos fabricantes de embalagens, mesclados à elevação dos níveis de confiança da indústria medidos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Os dados mais recentes sobre o comportamento do setor de embalagens de janeiro a abril, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam um freio na retração do volume que saiu das fábricas (veja quadro). A produção acumulada no primeiro quadrimestre caiu 7% em média, frente a idênticos meses de 2015, ante reduções de...

Darcepel – Pinus pode ser a solução para gerar renda extra

O cultivo do pinus está rendendo um bom dinheiro para os agricultores de várias regiões brasileiras. Isso porque é dessa árvore que eles extraem a resina usada pela indústria de alimentos, de papel e de cosméticos para fabricação de diversos produtos A cultura do pinus vem se diversificando em termos de espécies, procedências e clones, e expandindo suas áreas de plantio, formas de manejo (preparo de solo, adubação, espaçamento e desbastes). Mais do que nunca, os plantios de pinus são efetivamente produtores de multiprodutos, como madeira para fibras (celulose, chapas e MDF), para serraria (diferentes bitolas), produtos sólidos, resina e resíduos, que vêm sendo utilizados como biomassa ou substratos orgânicos. Atualmente, as espécies do gênero pinus sustentam cadeias produtivas importantes no Brasil. A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) divulgou recentemente que o mundo consome aproximadamente US$250 bilhões em produtos de madeira por ano. O Brasil tem pouca representatividade neste total (3%), mas a tendência é de que as áreas de florestas plantadas sejam ampliadas nos próximos anos, principalmente devido aos diversos projetos de expansão de indústrias de base florestal em andamento no País, contribuindo com a geraçãode empregos e renda à população e atendendo as demandas do mercado nacional e internacional. Até 2020, R$53 bilhões serão investidos em projetos florestais. Investimento no plantio de pinus Segundo Rodrigo Lima, doutor em Engenharia Florestal e consultor do SENAI – PR, Unidade de Telêmaco Borba, o investimento inicial necessário para o plantio do pinus está em torno de R$5.000,00/ha, atualmente. Mas, é importante mencionar que pode variar de acordo com a região, com os objetivos do projeto florestal e com o regime...

Darcepel – Projeto pode reduzir preço de embalagens utilizadas em produtos agrícolas

Projeto em análise na Câmara dos Deputados modifica a legislação tributária para equiparar produtores rurais que trabalham com embalagem e acondicionamento dos produtos agrícolas a pessoas jurídicas consideradas industriais. A medida está prevista no Projeto de Lei 4719/16, do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) e pretende assegurar também aos produtores rurais o benefício da suspensão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre materiais de embalagem utilizados como insumos em diversos produtos. “Hoje, esse benefício atinge apenas as pessoas equiparadas à industrial, conforme disposto no Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, aprovado pelo Decreto 7.212 de 2010”, diz Goergen. De acordo com o autor, os produtores rurais que realizam operações de embalagem e acondicionamento de produtos praticam atividades idênticas às realizadas por pessoas jurídicas consideradas industriais, mas nem por isso são consideradas equiparadas a estes. “Essa situação acarreta um acréscimo de 15% no preço das embalagens e prejudica de forma mais significativa os produtores de alho, cebola e batata, cujas embalagens são padronizadas em ato do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, disse o autor. Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. ÍNTEGRA DA PROPOSTA:...

Darcepel – Baixa demanda e altos custos logísticos são os principais motivos pela queda de preço do eucalipto em São Paulo

Quando plantou essa área de 13 hectares de eucaliptos no município de Cerqueira César, em São Paulo, o produtor esperava receber R$ 50 o metro cúbico da madeira. Oito anos depois, as 30 mil árvores estão em ponto de corte, mas ninguém oferece nem a metade desse valor. “Como eu havia herdado essa área, eu pensei: ‘Vou plantar para eu fazer um investimento e uma poupança para quando os filhos crescerem eu poder mantê-los em uma faculdade. E no decorrer desses oito anos, tudo transcorreu legal: o eucalipto, filhos estudando, passaram na faculdade e chegou a hora de vender o eucalipto para eu mantê-los lá. Agora, eu ligo para vários compradores e eles pedem R$ 20 o metro cúbico e sem querer ver a área. Eles se recusam, não tem mercado, não tem procura”, conta o produtor. Por que o preço caiu tanto nos últimos anos? “O principal motivo é a oferta e a demanda. Temos uma oferta maior que o consumo. Em determinadas regiões, não temos, se quer, a demanda, por conta da localização. Nos últimos anos, os custos de transportes também aumentaram muito e as fábricas se preocupam muito com a distância”, conta Adriano Carriel Vieira, comprador de eucaliptos. José Luiz Stape, gerente florestal de uma fábrica de celulose, aconselha tentar vender pelo menos uma parte dessa madeira, mesmo que por um preço baixo. “Vender uma parte para ter caixa para tratar bem a outra parte. Porque o que não pode e não se deve fazer é abandonar a cultura. Porque se ele deixar de combater a formiga, se deixar de controlar o mato, aí sim tem...

Darcepel – ‘Indústria de Base Florestal‘ é uma das sete coordenações da recém-criada Frente Parlamentar da Indústria

08/06/2016 – Por iniciativa de parlamentares baianos, encabeçados pelos deputados Nelson Leal (PSL) e Pablo Barrozo (DEM), foi criada, em 11/05, às 10h, no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a Frente Parlamentar da Indústria. O objetivo é construir um canal de interlocução entre a indústria baiana e o Legislativo Estadual. Na sessão especial de lançamento, o presidente da Frente, deputado Nelson Leal (PSL), explicou que ela será um fórum permanente de debates sobre a indústria, setor que tem perdido participação no PIB. “A perda de competitividade da indústria e a necessidade de desenvolver o setor na Bahia nos estimulou a criar a Frente Parlamentar, com o apoio da FIEB. Já percebemos que os deputados que a integram estão muito estimulados com o desafio proposto”, afirmou. Serão realizadas reuniões quinzenais com as sete coordenações da Frente Parlamentar, na ALBA, e mensalmente com a FIEB, para tratar de temas importantes para o setor industrial. “Quando necessário, iremos trabalhar em conjunto com a Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, que já funciona nesta Casa”, afirmou Leal. O deputado Sandro Régis (DEM) fica à frente da coordenação ‘Indústria de Base Florestal’ (papel, celulose, madeira, móveis, mineração e energia). “Temos participado de vários fóruns, inclusive na Assembleia Legislativa onde a ABAF acompanha a Comissão de Meio Ambiente e de Agricultura, e participa da Frente Parlamentar de Meio Ambiente. E agora vamos ativamente participar da Frente Parlamentar da Indústria, trabalhado lado a lado com o deputado Sandro Régis que tem a responsabilidade do setor florestal da Bahia envolvendo papel, celulose, madeira, móveis, mineração e energia. O deputado é conhecedor do nosso setor...

Darcepel – Klabin doará 26 mil caixas para a Campanha do Agasalho 2016

Companhia será responsável pela distribuição das caixas de papelão ondulado que serão utilizadas em todo o Estado de São Paulo 31/05/2016 – A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, líder na produção de papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais, fez a doação de 26 mil caixas de papelão ondulado que serão utilizadas em todo o Estado de São Paulo para a arrecadação de peças de roupas da Campanha do Agasalho 2016, lançada hoje pelo Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp). Há mais de dez anos, a Klabin apoia a Campanha do Agasalho, sendo a maior parceira do Fussesp nesta iniciativa. A campanha, que terá duração de dois meses, encaminhará as peças arrecadadas para os municípios do Estado e para as entidades sociais da capital cadastradas no Fundo Social de Solidariedade, além de hospitais e albergues. As caixas de papelão ondulado já podem ser encontradas em locais de grande circulação como farmácias, supermercados, escolas, condomínios e empresas públicas ou privadas. As embalagens da Klabin são ambientalmente corretas, derivadas de fonte renováveis, produzidas com matéria-prima proveniente de florestas plantadas. Para conhecer os locais de arrecadação das roupas e cobertores, basta clicar em www.campanhadoagasalho.sp.gov.com. Fonte:...

Darcepel – Especial: Meio Ambiente – Marcus da Matta – Mariana e Bhopal, como prever catástrofes ambientais?

DARCEPEL   23/01/2016 – Uma das primeiras catástrofes ambientais geradas pela atividade produtiva foi em 3 de dezembro de 1984, na planta da Union Carbide, em Bhopal, Índia, onde 40 toneladas de isocianato de metila, substância altamente tóxica para inalação, foram lançadas para a atmosfera, o que causou a morte direta de mais de 8 mil pessoas.     Esse acidente gerou a transformação mundial nas regulamentações do setor produtivo, principalmente nos países industrializados,  com vistas na minimização do risco de acidentes catastróficos. Nos Estados Unidos,  o acidente na Índia foi  motivo para implementação do Registro de Emissão e Transferência de Poluentes – RETP (internacionalmente PRTR, ou Toxic Release Inventory). A Agência Americana de Proteção Ambiental (US EPA) constatou que não sabia se, dentro do País, existia um potencial Bhopal, assim como percebeu a importância do direito de acesso à informação da população aos dados de emissões de poluentes. No recente acidente do rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, que devastou a Bacia do rio Doce, entre a histórica cidade de Mariana até o litoral do Espírito Santo, houve impactos iniciais físicos pelo soterramento das regiões de várzea e transferência de poluentes tóxicos e persistentes por toda a região. Isso teve efeito direto nos ecossistemas, na disponibilidade e qualidade de recursos hídricos, o que trouxe impactos duradouros às regiões, ainda não conhecidos pelo público. Nesses 31 anos que separam o acidente em Bhopal, ao de Mariana e Bacia do rio Doce, preocupa a morosidade de resposta do Brasil frente a tantas evidências nos cenários internacionais, para sistematizar e disponibilizar dados à população, que possibilitem o conhecimento do risco...

Darcepel – Rondônia vai implantar novo sistema de controle de produtos florestais.

DARCEPEL   O programa do governo federal vai integrar informações de imóveis rurais, autorizações de exploração e emissão de Documento de Origem Florestal (DOF).     16/05/2016 – O controle da origem da madeira, do carvão e de outros produtos ou subprodutos florestais de Rondônia será realizado a partir deste ano através do Sistema Nacional dos Produtos Florestais (Sinaflor). O programa do governo federal vai integrar informações de imóveis rurais, autorizações de exploração e emissão de Documento de Origem Florestal (DOF). O sistema dará maior celeridade e transparência ao andamento de cada processo, podendo o empreendedor acompanhar de qualquer lugar a situação atual do seu empreendimento via internet. Para instalação do Sinaflor em Rondônia, técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) de Brasília, em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), promoveram de 3 a 5 deste mês umWorkshop para treinamento e capacitação de servidores. O workshop abrangeu as funcionalidades do Sinaflor, como utilização de painéis, gestão ambiental, relatórios de licença e uso, relatórios de empreendimentos, relatórios de responsável técnico e relatórios de reposição de recuperação de áreas degradadas. Além de integrar diferentes funcionalidades, a nova lei florestal atribui ao Sinaflor à função de agregar os dados dos sistemas estaduais. Denilson Trindade, da Coordenadoria de Desenvolvimento Florestal e Faunístico (Codef), explicou que o sistema irá integrar o responsável técnico que poderá acompanhar online todo o andamento do processo em análise, como cumprimento de pendências, trazendo maior transparência do seu trabalho junto ao empreendimento. Segundo o titular da Sedam, Vilson Machado, o estado será um dos primeiros da Federação a utilizar o Sinaflor....

Papel Cartão Duplex – Entenda

Encorpado, rígido, com mais de uma camada e gramatura superior, é muito utilizado na confecção de embalagens. Os principais tipos são: Papelcartão duplex É formado por duas camadas com cores ou composição diferentes. Além da rigidez para compor embalagens e caixas, tem elevada resistência superficial, espessura uniforme e absorção de água e tinta compatíveis com a impressão offset. Papelcartão triplex Tem três ou mais camadas, com características semelhantes ao papelcartão-duplex. É usado em embalagens de chocolates, cosméticos, medicamentos, fast foods e bebidas. Cartão sólido Com diferentes camadas brancas, compõe embalagens de cosméticos, medicamentos, produtos de higiene pessoal, capas de livro, cartões-postais e cigarros. Cartolina branca e colorida Com uma ou mais camadas, têm variados usos: pastas para arquivos, calendário, etiquetas, encartes escolares, cartões de ponto, capas de livros e cadernos, etc. Papelão Tem elevada gramatura e rigidez Trata-se de um cartão fabricado em várias camadas, com utilidade diversa, das caixas à encadernação de livros. Polpa moldada Obtida a partir da desagregação ou separação das fibras de aparas, principalmente de jornal. As fibras são misturadas com água e produtos químicos para formar uma massa com a qual são fabricados produtos como bandejas para transporte e proteção de hortifrutigranjeiros, ovos, calços para lâmpadas, celulares, geladeiras e fogões.   Confira a relação de empresas produtoras de...

Papel Kraft Curitiba – Entenda

Papel Kraft (ou Papel Craft) é um tipo de papel produzido a partir de uma mistura de fibras de celulose curtas e longas, provenientes de polpas de madeiras macias. Esta mescla de fibras confere a este tipo de papel características de resistência mecânica com muito bom desempenho para a sua utilização em máquinas e uma boa maciez. KRAFT é o nome genérico dado a um conjunto de papéis, produzidos com celulose não branqueada, normalmente na sua cor natural, parda característica, e nas variantes castanho, amarelo e laranja, e ainda azul, monolúcido ou alisado, maioritariamente em bobinas, de 40 g/m2 para cima. É vendido em maior escala pelas fábricas diretamente aos consumidores, principalmente produtores de sacos, mas também para ser betumado, gomado, impregnado, etc. pode ainda em menor escala ser usado em formatos para embrulho. Pode ser laminado com alumínio, recoberto com parafina ou ainda com resinas plásticas (polímeros) a quente. Estas caracteristicas e capacidades de processamento permitem que seja utilizado para produzir sacos e sacolas, envelopes para correspondência e cartonagens diversas (como pequenas caixas, como as utilizadas para produtos de cosmética e higiene, confecções, bijuterias, etc). Geralmente são designados por palavras que definem seu acabamento tais como: monolúcido, liso, com listas, ou cor, tal como o azul, este último muito utilizado para embalagem de açúcar. Outro tipo usado em larga escala é o Kraft para impregnação com resina fenólica, para fabricação de laminados, em bobinas, com 160 g/m2. Kraft Extensível: Fabricado com polpa química sulfato ou soda não branqueada, essencialmente de fibra longa, geralmente nas gramaturas de 80 à 100 g/m² (Figura 13). Altamente resistente ao rasgo e a energia...